A ciência da meditação

A ciência da meditação

julho 23, 2020

Você já ouviu falar em Matthieu Ricard?

O cientista francês tornou-se um monge famoso, deu palestras em eventos como o Fórum Econômico de Davos e traduziu best-sellers em todo o mundo – ele pode até ser um dos confidentes do Dalai Lama. Nos anos 2000, pesquisadores da Universidade de Wisconsin convidaram Ricard a participar de uma série de estudos envolvendo seu próprio cérebro. A equipe liderada pelo neurocientista Richard Davidson colocou 256 sensores na cabeça do monge para medir sua atividade nervosa usando aparelhos de ressonância magnética. Durante o exame, Ricard realizou exercícios de meditação, de compaixão, em que o participante deseja o bem para outras pessoas por aproximadamente 3 horas.

O cérebro do monge produziu um número anormal de ondas gama, oscilações eletromagnéticas que acontecem quando os neurônios trabalham em sincronia. Os pesquisadores acreditam que essas ondas estão relacionadas à percepção da consciência, atenção, aprendizado e memória. As medições cerebrais de Ricard são recordes: a literatura de neurociência nunca registrou uma onda gama tão forte. Tudo isso pode comprovar a ciência da meditação.

Davidson e seus colegas também encontraram forte atividade no lobo frontal esquerdo. Segundo os pesquisadores, a ativação nervosa em locais específicos no cérebro do monge, pode dar a Ricard uma condição de vida especial: ele se sente mais feliz do que a média humana e tem menos pensamentos sobre desgraças. Durante todo o trabalho, o monge começou a receber atenção na mídia internacional em 2007 e foi apelidado de “a pessoa mais feliz do mundo”.

No que diz respeito ao bem-estar emocional, estudos mostraram que as pessoas que meditam têm uma sensação maior de felicidade do que as do grupo controle. Esses estudos são a base para provarmos que existe a ciência da meditação. Meditar não se trata apenas de uma prática espiritual.

Pesquisas semelhantes mostram que pessoas que meditam por 20 minutos ao dia, são mais felizes do que pessoas que apenas descansam por 20 minutos ao dia. Mas isso é apenas um dos muitos estudos que comprovam a ciência da meditação.

 

Relação entre meditação e ciência

A palavra meditação vem do latim meditatum, que significa ponderar.

O primeiro uso do termo foi feito pelo Monge Guigo II no século XII. Tornou-se um costume religioso 3000 anos antes de Cristo. No entanto, é popular no Ocidente há muitos anos e tem sido alvo de vários estudos sobre seus benefícios para a saúde, envelhecimento e até produtividade. Um dos estudos foi realizado pelo Dr. Hebert Benson, que descobriu em 1967, que pessoas em estado de meditação usavam cerca de 17% menos oxigênio. Além disso, a pressão arterial é mais baixa e as ondas cerebrais aumentam.

Dessa forma, é possível concluir que a meditação não se concentra apenas no desenvolvimento espiritual, mas é utilizada também como uma ferramenta para promover o relaxamento e obter mais saúde e razão.

Muitos médicos relatam que técnicas de atenção plena e visualização ativa, ajudam a acalmar os pacientes. Alguns médicos dizem que a meditação melhora as condições associadas à síndrome do intestino irritável, fibromialgia, psoríase, ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático. Penitenciárias, equipes esportivas e até as forças armadas dos EUA ensinam e praticam meditação e atenção plena para melhorar a resiliência, a clareza e a presença e conexão da mente.

Além disso, muitos empreendedores conhecem esses benefícios comprovados pela ciência e os aproveitam da melhor maneira. Steve Jobs é uma das pessoas mais inovadoras do mundo e começou a praticar meditação em 1973, mesmo antes da fundação da Apple. Além de Steve Jobs, outros empresários conhecidos, como a apresentadora Oprah Winfrey, a presidente do Grupo Huffington Post, Arianna Huffington, e o blogueiro Pat Flynn, de Smart Passive Income, utilizam da meditação para melhorar seus desempenhos. Mas não são apenas os empresários que praticam a meditação. Grandes empresas como Google, Ford e General Mills também começaram a ensinar seus funcionários a formar grupos de meditação e praticar durante os intervalos de trabalho.

Os benefícios da meditação para o corpo comprovados cientificamente podem ser encontrados nesse artigo.

Abaixo, conheça mais sobre como a ciência da meditação. Como a prática de meditar e a ciência estão interligadas e os principais nomes mundiais que certificam essa ligação.

 

Ciência da meditação: referências no assunto

Muito antes das pesquisas recentes da Universidade de Harvard sobre meditação e atenção plena, a ciência em torno desse assunto era alvo de estudos. De qualquer forma, os amantes da meditação, especialistas em atenção plena e monges, costumam relatar que esse costume traz vários benefícios. Independentemente de serem ávidos meditadores ou não, a maioria deles relatou experiências positivas em relação à meditação.

Há vários nomes que são referências no assunto e dedicam seus estudos a comprovar a eficiência científica que a meditação causa ao corpo humano, são eles:

  • Deepak Chopra é um médico indiano radicado nos Estados Unidos. Formado em medicina pela Universidade de Nova Délhi, e também é escritor e professor de Ayurveda, medicina espiritual e psicossomática.
  • Richard J. Davidson é um cientista da Universidade de Wisconsin-Madison. A pesquisa de Davidson sobre meditadores e monges prova que o exercício pode mudar o cérebro emocionalmente para controlar a ansiedade e a depressão. É coautor do livro Altered Traits (2017) com Daniel Goleman, que foi resumido e traduzido por Vanessa Scott em nosso podcast e você pode escutá-lo clicando aqui.
  • Daniel Goleman é um jornalista científico dos Estados Unidos. Por doze anos, ele escreveu para o The New York Times, concentrando-se nos avanços na pesquisa do cérebro e na ciência comportamental. Autor de renome internacional, psicólogo, repórter científico e consultante incorporado.
  • Susan Smalley é uma geneticista comportamental, coautora de Science Science: Science, Art, and Practice of Mindfulness, fundadora do Centro de Pesquisa em Consciência Mindfulness do Instituto Jane e Terry Semel de Neurociência e Comportamento Humano. Ela também é professora honorária do Comportamento Biológico da Universidade da Califórnia.
  • Sara W. Lazar é pesquisadora associada do Departamento de Psiquiatria do Hospital Geral de Massachusetts e professora assistente de psicologia na Harvard Medical School. Sua pesquisa se concentra em esclarecer os mecanismos neurais dos efeitos benéficos do yoga e da meditação em contextos clínicos e em indivíduos saudáveis.

Alguns estudos mostraram que a meditação pode alterar fisicamente o cérebro e o corpo, diminuir a pressão arterial, insônia e sintomas de depressão e ansiedade. No entanto, as alterações induzidas pelo cérebro são talvez as mais impressionantes. Em 2011, os cientistas relataram na Psychiatry Research: Neuroimaging que uma média de 27 semanas de meditação por dia durante oito semanas causaria diferenças positivas no cérebro.

Outra pesquisa dessa mesma equipe também descobriu que a meditação fazia com que seus praticantes de 50 anos apresentassem o mesmo conteúdo de massa cinzenta que os de 25 anos.

Daniel Goleman e Richard Davidson, pioneiros em defender os benefícios da meditação para o cérebro, apresentam os resultados de uma série de estudos feitos nas últimas décadas no livro “A ciência da meditação”, publicado pela editora Objetiva. Você também pode aprender mais no livro “Cérebro e meditação: diálogos entre o budismo e a neurociência” escrito por Matthieu Ricard (“O homem mais feliz do mundo”, lembra-se?) e por Wolf Singer, neurofisiologista alemão.

Fora os exemplos já citados, muitos estudos foram realizados pelo Centro Nacional de Saúde Integral e Complementar (NCCIH) para analisar como a meditação é útil em uma variedade de situações, como pressão alta, certos distúrbios psicológicos e dor. Vários deles ajudaram os pesquisadores a compreender como a ciência da meditação funciona e como ela afeta o cérebro.

 

Meditações

Agora, convidamos você a fazer um teste. Durante a semana, você precisa gastar 10 minutos pela manhã para manter contato com seu eu interior para se acalmar e relaxar sua mente. Use as meditações que disponibilizamos acima e comprove você mesmo a ciência da meditação agindo.

Faça o teste. Não vai demorar muito tempo e você sentirá os benefícios nos primeiros dias. Vale a pena um pouco de paciência e perseverança para começar. Eu prometo que você não vai se arrepender!

Esperamos que esse artigo tenha sido útil para alavancar sua caminhada junto à meditação!

Gratidão,

Equipe Pura Energia Positiva.

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